Crónica – LITERACIA FINANCEIRA

Os resultados do 2º inquérito à Literacia Financeira dos Portugueses apresentados recentemente revelam um índice de população com hábitos de economizar na ordem dos 59%. Munir a população de um nível de literacia financeira adequado é fundamental e imprescindível para os clientes do sistema Financeiro que tenham a capacidade de perceber os riscos e os benefícios relacionados com os produtos que consomem, de modo a decidir sobre as necessidades e condições de cada um.        

Na sociedade atual a literacia financeira tem sido um tema indiscutível, sobretudo nos contextos de dificuldades económicas e financeiras. A educação financeira tem um papel essencial ao amenizar os desafios das mudanças tecnológicas; dá a conhecer e torna percetíveis os princípios financeiros essenciais para uma tomada consciente de decisões relevantes nesta área e, também, face aos produtos financeiros que têm impacto sobre o bem-estar económico e financeiro individual.

59% é o resultado do 2º inquérito à Literacia Financeira dos Portugueses apresentado recentemente, sendo que 45% evidencia que o principal objetivo de poupar é o de fazer face às despesas imprevistas e 24% sustém as poupanças direcionadas para despesas não regulares: viagens e férias, 4% está direcionado para a reforma.

No que toca à reforma, 54% diz-se pouco ou nada confiante. Isto leva à necessidade de variabilidade de risco, 82,2% asseguram exclusivamente os descontos de Segurança Social ou outro regime contributivo obrigatório. 11,9% afiança ser portador de um PPR. Este resultado aponta para a necessidade de uma maior canalização de economizar para o médio e longo prazo e também para a diversidade do risco de investimentos.

Pode-se afirmar que, Portugal, quando comparado com os países da OCDE, está acima da média no indicador de comportamentos financeiros (5,9 VS 5,4), no que se concerne às atitudes financeiras (3,4). Contudo, em termos de conhecimentos financeiros continuamos abaixo da média (4,8 VS 4,9).

Torna-se importante criar e aplicar medidas de acréscimo dos conhecimentos financeiros. No que toca à poupança de médio e longo prazo devem ser aplicadas medidas para expansão do papel dos regimes complementares de pensões.

Deve haver uma maior sensibilização da população para a importância de constituir um complemento de reforma que apele ao desenvolvimento de hábitos de poupança. Refira-se que a disponibilização da inscrição automática dos trabalhadores e a oferta de incentivos fiscais em planos de pensões profissionais é importante por originar a possibilidade dos participantes saírem dos planos de pensões em vez de os incentivar, o que favorece a taxa de cobertura dos regimes privados de pensões.

 

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