A crónica não é notícia, também não é reportagem.

Porém, pode ser divulgada igualmente em jornais, revistas ou em múltiplos sites da Internet e compartilhadas nas mais diversas redes sociais.

O objetivo da crónica é fazer com que os leitores em geral reflitam sobre determinados acontecimentos.

Desta forma – semanalmente – surgirá no presente site uma crónica sobre a atualidade.

CRÓNICA Nº 1

A VITÓRIA DE TRUMP. O DESAIRE DE CLINTON.

O improvável aconteceu: Trump ganhou as eleições americanas! Depois de uma campanha que quebrou a América por linhas raciais, com o candidato republicano – Donald Trump – a fazer um apelo xenófobo ao voto dos brancos e Hillary Clinton a optar por um discurso elitista aos latinos e aos afroamericanos.

Analisando as eleições americanas podemos validar que nenhum dos dois candidatos propôs um projeto América no seu todo, apenas projetaram em partes. Ou melhor, pelo interesse de um, e outro candidato.

Trump transpôs-se à inquietação da “velha” classe média americana – a mesma classe a quem Clinton apelidou de deplorables.

O nacionalismo identitário, o mal do contexto político atual, está visivelmente condenado ao fracasso, isto porque as sociedades são e continuarão ao longo dos tempos a ser diversas.

O que faculta o caminho aos políticos populares conservadores são as questões de identidade, mas também o impacto da crise de 2008 que perdura até hoje, sem se saber claramente quando esta irá terminar.

A classe média, americana e europeia, estagnou, ou melhor… Entrou em declínio. Em parte deve-se ao facto do atual sistema político pintado por uma mistura de partidos políticos com grande capital financeiro. Assim sendo, estes partidos deixam as pessoas – os cidadãos – sem quaisquer alternativas políticas partidárias – a conhecida democracia sem voto.

O mais ridículo está claramente nos cidadãos indignados de direita que apoiaram Donald Trump. Foram estes mesmos que defenderam o desmantelamento do estado social, assim como o elegeram em prol de o individualismo radical, o extremismo partidário.

As sondagens eram claras? Trump venceria aquela candidata que conhece muito bem o sistema político americano? Claramente Hillary Clinton conhecia a corrupção existente na política e dos políticos no interior do Partido Democrata. De que serviu perder mais de mil milhões de euros na sua campanha.

As redes sociais retiraram o monopólio aos media tradicionais, que acabaram em circuito fechado, que se limitavam a informar os leitores sobre a imagem político partidária de ambos os candidatos.

Trump ganhou. Hillary perdeu. É um facto! Desta forma, cabe aos cidadãos indignados progressistas lutarem por uma América mais unida em prol de um melhor sistema político. Cabe também aos indignados alterarem o Partido Democrata.

Importa referir que a outra estória, que aceita a multiculturalidade, que chega à conclusão de que a justiça social é um direito, que defende o verdadeiro poder de voto, é claramente o combate fulcral político da sociedade contemporânea.

 

UM OLHAR DEPOIS DE AS ELEIÇÕES

Depois de a sua derrota nas eleições presidenciais dos Estados Unidos da América, Hillary Clinton surgiu pela primeira vez ao público. Reconheceu que perder: “ não foi a coisa mais fácil”. “Houve alguns momentos na última semana em que tudo o que quis fazer foi enroscar-me com um bom livro ou com os nossos cães e nunca mais sair de casa”, rematou ao Guardian.

Importa referir que Clinton apoia várias causas sociais. A Democrata apoia uma organização sem fins lucrativos dedicada a crianças desfavorecidas, a mesma instituição em que Hillary Clinton deu os seus primeiros passos, há 40 anos, como advogada, ocupando um lugar na administração anos mais tarde.

Recorde-se que Hillary Clinton liderava a contagem dos votos populares com mais de um milhão de eleitores do que Donald Trump. Porém, o atual Presidente Americano Trump acabou por conquistar a maioria do Colégio Eleitoral.

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